2.5.12

ódio.

ódio por ele? não…se o amei tanto,
se tanto bem lhe quis no meu passado,
se o encontrei depois de o ter sonhado,
se à vida roubei todo o encanto…

que importa se mentiu? e se hoje o pranto
turva o meu triste olhar, marmorizado,
olhar de monja, trágico, gelado 
como um soturno e enorme campo santo!

ah! nunca mais amá-lo é já o bastante!
quero senti-lo doutra, bem distante,
como se fora meu, calma e serena!

ódio seria em mim saudade infinda,
mágoa de o ter perdido, amor ainda.
ódio por ele? não…não vale a pena…

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