1.5.12

saudades.

saudades! sim... talvez... e porque não?...

se o nosso sonho foi tão alto e forte

que bem pensara vê-lo até à morte

deslumbrar-me de luz o coração!


 

esquecer! para quê?... ah! como é vão!

que tudo isso, amor, nos não importe.

se ele deixou beleza que conforte

deve-nos ser sagrado como o pão!



quantas vezes, amor, já te esqueci.

para mais doidamente me lembrar,

mais doidamente me lembrar de ti!


 

 

 

e quem dera que fosse sempre assim:

quanto menos quisesse recordar

mais a saudade andasse presa a mim!

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